50 anos de FOA/UniFOA


Professor Edisom Moreira foi homenageado na UFMG ao completar 60 anos de formado

Publicado em 19/12/2018

Professor Edisom Moreira, trabalha há 50 anos na FOA/UniFOA, e é um dos professores mais antigos da instituição. Atualmente com 60 anos de formado, pela Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), ele conta um pouco de sua trajetória na medicina e de seus dons muito conhecidos pelos alunos, como seus desenhos e livros.

Aos quinze anos, quando veio para Volta Redonda foi convidado por um amigo de seu pai, para conhecer as instalações da UFMG. “Ele me convidou para passar férias com a família dele em Belo Horizonte para que eu pudesse conhecer um pouco mais da universidade e quem sabe poder me programar para estudar lá”, se recordou. Os estudantes da faculdade, naquela época, puderam auxiliá-lo indicando os conteúdos que mais eram abordados no vestibular, para que ele pudesse realizar seu sonho de estudar na instituição pública.

Edisom descobriu que era Medicina sua grande paixão quando um colega de quarto foi mostrando para ele um pouco sobre a rotina de um estudante da área. “Ele foi me explicando o que era a profissão de médico, a rotina e as disciplinas da UFMG”, contou ele.

Em 1958, com uma turma de 98 alunos, foi iniciada a jornada de Dr. Edisom na universidade. Questionado sobre a sua melhor lembrança, ele é enfático sobre seu professor de cirurgia experimental. “Esse professor precisava de alguém que pudesse desenhar no quadro as imagens das aulas e me convidou, pois sabia que eu gostava de desenhar. Então ele me propôs a me ajudar a custear algumas despesas em Belo Horizonte. E acabou que outros professores ficaram sabendo, foram me contratando e acabei conseguindo me manter sozinho na capital mineira”, afirma.

Formado pela cadeira de cirurgia geral, ele conta que se apaixonou pela área através da dissecação dos órgãos. “A rotina era: dissecava e desenhava, mas depois que eu me formei, eu conheci um professor de neurociência, que me pediu que eu pudesse desenhar algumas partes do cérebro. Foi neste momento que eu encontrei meu destino. Pensei ‘tenho que começar tudo outra vez’, mas foi um pouco mais fácil pois já tinha uma formação acadêmica e após isso comecei a me interessar em escrever livros sobre neurociência”, declara.

No UniFOA - O professor Edisom já tem mais de 100 livros publicados e todas as obras são disponibilizadas, de forma gratuita, para que os alunos possam ter acesso. 

 


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